Ter todo o conhecimento do mundo não significa nada sem as pessoas certas. Uma pessoa pode fazer toda a diferença. Pode ser alguém que entenda a empresa por inteiro e aprimora o andamento da mesma, não através de ordens de mudança, mas envolvendo e motivando. 

Porém, para alguns líderes irritar pessoas é um entretenimento pessoal.
Na conferência de 2011 da Association for Operations Management (APICS), assisti a uma palestra provocativa de Alan G. Dunn, presidente e fundador da GDI Consulting and Training Company. Ele questionou se líderes nascem líderes ou podem ser treinados. É um clássico debate de “natureza versus criação”. Compartilho alguns dos pensamentos de Alan:
 O que distingue um forte líder de um fraco?
Ter todo o conhecimento do mundo não significa nada sem as pessoas certas. Uma pessoa pode fazer toda a diferença. Pode ser alguém que entenda a empresa por inteiro e aprimora o andamento da mesma, não através de ordens de mudança, mas envolvendo e motivando.
Para alguns líderes irritar as pessoas é um entretenimento pessoal. Esses líderes raramente são bem sucedidos. Dunn referenciou estudos que concluem que os três fatores principais para o sucesso de líderes eficazes são a competência técnica, habilidade de pensamento crítico e habilidade de comunicação.
Você sabe que existe um problema quando um líder diz: “Eu não faço isso; Tenho pessoas que fazem por mim”, bons líderes não precisam ser necessariamente muito inteligentes, com uma memória incrível, muito experientes ou com habilidades inatas. Eles têm habilidades para resolver problemas.
Alan Mulally, CEO da Ford Motor Company, veio para a indústria automotiva sem muita experiência no setor, mas ele tem sido muito bem sucedido. Por quê? Porque ele é um tipo de líder analítico.
Líderes analíticos são adaptáveis e possuem formas sistemáticas e metodológicas para alcançar resultados. Pode parecer piegas, mas eles aplicam o método científico que envolve a formulação de hipóteses e testes para aprovar ou desaprovar. Eles dependem da busca pela raiz do problema e entendimento da causa-e-efeito. Resumindo: a chave para o alto desempenho é uma estratégia bem formulada, pessoas talentosas, e a capacidade de executar a estratégia da equipe executiva através de uma comunicação clara.
As principais características de um líder analítico:
O livro “O homem que mudou o jogo” (que posteriormente virou filme) demonstrou que os tradicionais métodos de caça talentos no beisebol (“Ele tem um bom balanço”) deram espaço para a pesquisa baseada em fatos e análises estatísticas.
O recurso mais escasso em uma organização é a capacidade humana e competência. É por isso que as organizações devem incentivar cada funcionário a desenvolver suas habilidades. Mas ter boas competências não é suficiente. Qualidades pessoais são essenciais para completar o “pacote” de um líder eficaz. Em um líder analítico três características são necessárias: a curiosidade, a imaginação e a criatividade. Os três estão sequencialmente ligados. Pessoas curiosas constantemente perguntam “por que as coisas são do jeito que são?” e “existe uma maneira melhor de fazer isso?”. Sem essas qualidades pessoais a inovação será sufocada.
 Líderes fracos estão propensos a um viés de diagnóstico. Eles podem ser cegos diante às evidências e acreditam que a intuição e instinto são aceitáveis. Em contraste, uma pessoa curiosa sempre faz perguntas. Eles geralmente amam o que fazem. Se eles também são bons líderes irão infectar pessoas com seu entusiasmo. Sua curiosidade leva a imaginação. A imaginação considera possibilidades e soluções alternativas. Imaginação, por sua vez desperta a criatividade.
Criatividade é a implementação da imaginação.
 Bons analistas têm uma principal missão: obter ideias através de técnicas quantitativas que resultarão em melhores decisões e ações. Sua imaginação resulta em criatividade e também pode resultar em visão. A visão é a marca de um bom líder. Na minha opinião, um líder executivo tem um trabalho (além de contratar bons funcionários e prepará-los). Esse trabalho é responder à pergunta: “onde queremos ir?”. Com essa resposta os gerentes podem responder à próxima pergunta “como é que vamos chegar lá?”. É neste momento em que análises e metodologias de gerenciamento são aplicadas, tais como mapas estratégicos, análise de rentabilidade de clientes, gestão de risco, previsões financeiras e planos.
Nos estudos de Alan Dunn existem outras características percebidas em bons líderes, mas que são superestimadas. Tais como a ambição, espírito de equipe, integridade, coragem, disciplina e confiança. Obviamente elas são ótimas para um líder, mas inexpressivas comparadas à competência técnica e habilidade de pensamento crítico e de comunicação.
Seja analítico e você pode ser um líder!

Escrito por Equipe Editorial ESSA

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