O conceito de Inovação já é um consenso. Trata-se da união de criatividade, com atitude e resultado. Criatividade, representada pela ideias, pelo novo. Atitude, pela ação, empreendedorismo. Resultado, tangível ou intangível, nas esferas econômico-financeiras e sócio-ambientais. Dessa forma, inovação é instrumento de sustentabilidade empresarial. Sem resultados, não há inovação.
No entanto, ainda hoje é fruto de debates a questão se inovação tecnológica refere-se apenas criação de novos produtos/serviços e processos ou se a melhoria contínua de algo pré-existente também é inovação. Há uma linha tênue entre os conceitos de Inovação e Melhoria Contínua. Mas, ainda hoje, muitos não compreendem a diferença entre ambas. Elas caminham juntas, se complementam, mas diferem em diversos aspectos extremamente relevantes.
Essa discussão se sustenta na medida em que as empresas, muitas vezes, não compreendem que podem usar de linhas de crédito dos governos federais, estaduais e municipais para melhorar um produto que ela já comercialize. Os empresários ainda acham que só há investimentos em inovação se algo novo for o produto final. E, com essa ideia errônea, deixam de usufruir de linhas de crédito e, no final das contas, deixam de lucrar com um auxílio legítimo da esfera pública.
Em muitos aspectos, a inovação se assemelha à melhoria contínua e vice-versa. Uma coisa, porém, é certa: tanto a melhoria contínua quanto a inovação são fundamentais para otimização do desempenho empresarial, contribuindo para o aumento da competitividade das empresas e, consequentemente, para a melhoria dos resultados da organização.
Para compreendermos as sutis diferenças entre elas, é necessário relembrar as origens de cada uma. De forma simplificada, podemos dizer que:
• Inovação é fruto da criatividade e do ato de empreender. É uma ideia que, bem trabalhada, gera resultados econômico-financeiros e/ou socioambientais. É implementação da ideia ao mercado – seja mercado interno ou externo. É início da comercialização de um produto/serviço novo ou que possua significativa melhoria. Mas vale, sempre, a máxima: uma inovação só se realiza se chegar ao mercado e acarretar resultados. Lembre-se: novas ideias surgem a todo momento. O que difere as pessoas criativas das empreendedoras é a capacidade de direcionar suas ideias para a produção de resultados;
• Qualidade, em linhas gerais, é a eficiência e eficácia no atendimento a todas as partes interessadas no projeto, aos seus diversos stakeholders. Claro que essa percepção, de melhora do cenário, deve vir por parte destes mesmos stakeholders;
• Embora não seja algo que rompa com os paradigmas vigentes, nem agregue funções inexistentes anteriormente, o que convencionou chamar de Inovação Incremental inclui algo novo ou significativamente melhorado, sem, no entanto, alterar as funções básicas originais do produto ou serviço em questão. Ela causa impacto significativo na empresa e no mercado e cria vantagem competitiva no médio e longo prazos para a empresa que a adota;
• Melhoria Contínua: do japonês Kaizen (boa mudança), é afeita à qualidade e ao desempenho, buscando de forma proativa a solução de problemas e desafios, onde o objetivo final, sempre, é a busca da “perfeição” do produto/serviço, aumentando sua segurança, otimizando sua qualidade e promovendo a satisfação dos clientes e demais stakeholders envolvidos no processo. Tal aspecto busca manter a competitividade empresarial e, em geral, tem foco no curto prazo, devido à competitividade inerente ao mercado.
Assim, se diferenciam claramente a Inovação Incremental e a Melhoria Contínua. No entanto, é claro que há pontos de consonância entre os conceitos, principalmente no que se refere à busca de melhores índices de produtividade e resultados, imediatos ou não.
E tais indicadores, nos dias atuais, são o que diferem as empresas que crescem e se consolidam daquelas fadadas à extinção.

Escrito por Equipe Editorial ESSA

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