O termo Radiologia Industrial foi adotado pelo CONTER para descrever o grupo de práticas que fazem uso das radiações ionizantes na indústria. Este termo não é conhecido e utilizado no mercado industrial, contudo as práticas industriais oferecem muitas oportunidades, desde que os profissionais das técnicas radiológicas se adequem as resoluções da CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear), realizando treinamentos específicos em proteção radiológica com profissionais qualificados por este órgão.
As práticas industriais possuem um vasto ramo de atuação e os profissionais das técnicas radiológicas devem escolher uma das práticas industriais para atuar, como por exemplo, a escolha da prática de: Radiologia Industrial, ou Medidor Nuclear, ou Técnicas Analíticas, ou Perfilagem de Poços de Petróleo, ou Irradiação Industrial, entre outros.
Dentre as práticas industriais, a Radiologia Industrial é a área que mais emprega e melhor remunera, podendo o interessado por esta área pode atuar com Inspeção Industrial (END – Ensaios Não Destrutivos) nos setores petroquímico, petrolífero, metalúrgico, papel e celulose, eletromecânico, naval, nuclear, automotivo, mineração, siderúrgico, bélico, segurança, etc. e/ou Inspeção de Segurança não Invasiva (Scanners fixos e móveis). Esta última é a grande novidade do ramo de Radiologia Industrial, onde muitos técnicos e tecnólogos em Radiologia com treinamento em proteção radiológica em radiologia industrial estão atuando em portos, aeroportos, alfândegas, fronteiras, eventos, penitenciarias, empresas de transportes, empresas privadas, etc., realizando inspeções de bagagens, pessoas, cargas e containeres, utilizando-se da tecnologia de raios-X e raios-gama.
Diferente da área de Radioagnóstico, as práticas industriais oferecem maior risco radiológico, radiologia industrial, que não são devidamente monitorados e não cumprem as legislações trabalhistas (vínculo empregatício-CLT). Sem estas condições mínimas citadas acima, certamente teremos um aumento significativo do risco radiológico acarretando em sérios acidentes e inúmeras implicações à empresa, podendo a empresa, que não atender as Normas CNEN, perder a sua autorização para operação concedida por esta Autoridade Reguladora e o candidato que não foi devidamente treinado, sofrer danos irreversíveis e sem amparo trabalhista, como por exemplo, auxilio do INSS.


Jornada de Trabalho do Profissional da Radiologia Industrial

A jornada de trabalho desses profissionais compreende em 24 horas semanais conforme a Lei 7.394/85, regulamentada pelo Decreto 92.790/86, e, acima dessa carga horária é considerada hora adicional. Assim, o profissional de radiologia industrial, mesmo atuando como auxiliar de radiografia (operador estagiário) poderá ter um ganho satisfatório no final do mês, pois a equipe dificilmente opera menos de quatro horas por jornada de trabalho.
Como forma de controle de exposição à radiação, em uma forma conservativa, as empresas de radiografia utilizam cálculos de estimativa de dose e distância de balizamento de área considerando o tempo de exposição radiográfica, ou seja, o tempo de fonte exposta onde à mesma permanece fora do irradiador ou o equipamento de raios-x permanece ligado. Através desses cálculos teóricos e posterior constatação prática com o monitor de radiação, é possível limitar a dose diária recebida pelo IOE em cada jornada de trabalho.


Pensando nisso a ESSA oferece o Curso de Design de Sobrancelhas que tem o objetivo de fornecer informações necessárias pertinentes à área da Radiologia Industrial, mercado de trabalho, normas da CNEN visando a aplicação eficiente da sinalização de segurança e cumprimento das exigências legais, bem como mostrar o processo da realização da inspeção de Contêiner.

Fonte: http://aproterj.com.br/noticias/81-destaques/93-radiologia-industrial-e-o-mercado-de-trabalho 

Escrito por Equipe Editorial ESSA

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