O curso técnico em estética prepara profissionais que trabalharão com a beleza e o bem-estar, usando técnicas e procedimentos estéticos voltados para esse propósito.

Essa área está em pleno crescimento, uma vez que, os procedimentos estão cada vez mais populares, e as pessoas estão buscando mais por eles.
Movendo cerca de 150 bilhões de reais nos últimos anos, o Brasil é segundo maior mercado do mundo da estética e beleza do mundo.
Com o crescimento, o investimento aumenta, assim como a procura por bons profissionais.

O profissional técnico em estética é preparado para fazer avaliações do rosto e corpo do cliente. Esse técnico atua em diversas atividades, como tratamentos estéticos variados, tratamento de mãos e pés, drenagem linfática corporal, massagens modeladoras, depilação e limpeza de pele e, é diretamente responsável pela garantia da segurança dos procedimentos, dedicando-se a preservar a integridade do cliente.

O aluno técnico em estética estuda conteúdos diversos que englobam conhecimentos gerais e específicos em anatomia, fisiologia, imunologia, microbiologia, cosmetologia e até mesmo primeiro socorros. Conhecimentos que o capacitarão para atender bem o cliente.

Com a expansão e a popularização dos procedimentos e centros estéticos, muitos profissionais passaram a agir de forma ilegal, utilizando produtos proibidos.
É vedado ao profissional de estética utilizar títulos que não possui, assim como prometer curar doenças de seus clientes. O técnico em estética, também não pode injetar nenhum tipo de substância, prescrever medicamentos e praticar procedimentos cirúrgicos. Esse tipo de procedimento cabe apenas a médicos e em alguns casos, enfermeiros.

Um dos procedimentos ilegais mais cometidos ultimamente, é a aplicação de silicone industrial e polimetilmetacrilato (PMMA), uma substância sintética, similar ao acrílico.
Essa substancia é usualmente aplicada como preenchimento em diferentes áreas do corpo e da face. Seu uso é limitado porque pode causar edemas, inflamações, alergias e formar granulomas.

O PMMA é um produto autorizado pela ANVISA para pacientes com HIV que sofram de atrofia facial.

Recentemente, vimos casos de pacientes que, em busca da imagem “perfeita”, vieram a falecer em detrimento do uso indevido do PMMA combinado com silicone industrial.
Uma dessas pacientes, foi a goiana Maria José, que faleceu após a segunda aplicação de hidrogel nos glúteos. Maria chegou a ser internada na UTI do Hospital Jardim América, na capital Goiânia, mas não resistiu e faleceu com suspeita de embolia pulmonar.
A triste história de Maria José, se cruza com a da esteticista carioca Thais Maia, que juntamente com a falsa biomédica Raquel Policena, fizeram as aplicações na Maria José.
Ambas estão sendo investigadas e indiciadas pela Polícia Federal.
Veja mais em: Esteticista admite ter feito aplicações para aumentar bumbum de clientes

Segundo a Federação Brasileira de Profissionais Esteticistas (FEBRAPE), é proibido a profissionais da área de estética anunciar cura de enfermidades da pele, praticar atos cirúrgicos, receitar medicamentos e injetar quaisquer tipos de substâncias. Esse tipo de ação, cabe apenas a médicos, como já citamos anteriormente.
A legislação vigente define ainda que o profissional dessa área não deve em hipótese alguma abandonar seu cliente sem fazer uma indicação correta, salvo em casos de necessidade.
O profissional em estética que infringir as ordens previstas ao código de ética pode responder a penas cabíveis do órgão fiscalizador.

Um bom curso em estética formará um bom profissional, responsável e consciente dos seus atos. O profissional em estética não lida apenas com a autoestima de seu paciente, mas também com seu bem estar físico e saúde.

Escrito por Equipe Editorial ESSA

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