Presentemente no Brasil, os índices de morte por suicídio são maiores do que o de morte por algumas doenças, entre elas, a AIDS e alguns tipos de câncer. E, mesmo com números preocupantes, ainda existe um tabu que cerceia esse tema, as pessoas ainda tem medo de falar abertamente sobre os distúrbios e doenças que podem levar a pessoa a tirar a própria vida.
Em 2012, a cada 100 mil pessoas, pelo menos 7 se suicidaram. Indo além, para cada suicídio, dentro desse número, podem ter ocorrido 20 outras tentativas sem sucesso.
O receio, a falta de informação e omissão, tanto da vítima, quanto dos familiares, em buscar uma solução para o problema são incentivos negativos que precisam ser eliminados.
Nos últimos anos, as taxas de suicídio no Estado de São Paulo, aumentou em 30% e as maiores vítimas desse ato são os homens. Esses dados são resultado de uma pesquisa da OMS (Organização Mundial da Saúde). A diminuição desses números é uma das metas do Setembro Amarelo, a campanha mundial de prevenção ao suicídio, que desembarcou no Brasil em 2014.

A campanha acontece no decorrer do mês de setembro no mundo todo, esse mês foi escolhido porque 10 de setembro é o Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio. Aqui, apoiado e celebrado pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), o CFM (Conselho Federal de Medicina) e a ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria).
O objetivo principal dessa ação é romper o preconceito infundado das pessoas em falar sobre depressão e suicídio. Doenças graves como AIDS e câncer, que num passado não tão distante, sofreram com este mesmo preconceito, foram ativamente combatidos com conhecimento e aceitação.

Depressão e suas consequências são problemas de saúde pública, e ambos se agravam quando as pessoas desconhecem suas causas e tratamentos. Na maioria das vezes, familiares e amigos não conseguem reconhecer os sinais de que algo está errado. Inclusive, a própria vítima não entende que precisa de ajuda, e acaba entrando em um círculo vicioso e em uma solidão desesperadora.

Por isso, é importantíssimo falar sobre suicídio, suas causas, e a depressão abertamente, segundo a OMS, 9 entre 10 casos de suicídios poderiam ter sido evitados se as pessoas tivessem tido o suporte necessário.

Quem sofre com esses distúrbios precisa de acompanhamento médico, e, se for necessário, químico. Quando o paciente não consegue se curar apenas com acompanhamento psicológico, a equipe que o trata, o encaminha para um acompanhamento psiquiátrico, onde ele receberá o tratamento químico necessário.

Depressão é uma doença, com graves consequências se não tratada corretamente. Não é motivo de vergonha, e nem de insegurança.

A campanha Setembro Amarelo existe para salvar vidas. Participe.

CVV – Centro de Valorização da Vida
Ligue 188

Escrito por Equipe Editorial ESSA

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