O Jaleco Branco é um ícone da área da saúde e vesti-lo, pela primeira vez, é um sonho para a grande maioria dos estudantes.

Mas, não foi sempre assim…

No século XIV, quando a peste bubônica, ou peste negra, dizimou um terço da população europeia, os médicos que tentavam diminuir os seus estragos utilizavam uma roupa nada agradável! Tratavam-se de máscaras pretas com bicos que pareciam de aves, com uma mistura de ervas e perfumes em seu interior que ajudavam a lidar com as possíveis infecções. Para proteger seu corpo, eles utilizavam também um casaco de couro preto que pode ser considerado o primeiro jaleco da história, além de um capuz para proteger seu pescoço. Utilizavam, também, luvas, botas e calças enceradas para que sua vestimenta não molhasse, e não houvesse uma possível contaminação.

O médico húngaro Semmelweis (1818-1865) é considerado o pai do jaleco e da assepsia, pois percebeu que muitas mulheres morriam após darem à luz porque os médicos utilizavam nos partos o mesmo bisturi que empregavam para dissecar corpos. Considerado louco para a sua época, sua teoria foi reconhecida anos mais tarde e a prática de lavar as mãos se tornou obrigatória, além do uso de jalecos, luvas e óculos. Entretanto, foi somente no final do século XIX que apareceram os primeiros médicos utilizando jalecos brancos, que estavam mais para aventais grossos de açougueiros do que para jalecos macios.

De lá para cá, o jaleco se tornou uma vestimenta de biossegurança, fazendo parte dos  “EPIs” (Equipamentos de Proteção Individual). No entanto, o que vemos hoje é que o uniforme ganhou as ruas e com isso, ganhamos todos grandes problemas de saúde!

Pesquisas recentes apontam um crescente aumento do índice de contaminação através do jaleco, principalmente por ele abrigar microrganismos extremamente nocivos que podem ser causadores de doenças, esse risco se agrava ainda mais se considerarmos o contato físico muito próximo destes profissionais com pacientes, as vezes em situações de baixa imunidade. Uma das razões deste aumento se deve a higienização deste item, que tem preocupado as organizações responsáveis.

O uso do jaleco deve ser exclusivo para o ambiente profissional, além de ser estritamente pessoal e intransferível! Então, pessoal, jaleco não sai na rua, não anda de ônibus e metrô e não se empresta!

Para evitar qualquer tipo de risco, selecionamos algumas dicas para o uso e cuidado com seu jaleco:

  1. O jaleco deve cobrir a maior parte possível das áreas mais expostas a contaminações do corpo. Para isso, utilize sempre o jaleco completamente abotoado e preserve as mangas bem esticadas, cobrindo os pulsos;
  2. Acessar áreas externas ao ambiente de trabalho utilizando o jaleco, nem pensar! Além de viabilizar a propagação de agentes causadores de doenças, essa atitude é contra a lei em muitos estados; 
  3. A lavagem pode ser feita normalmente com sabão e por último, após o enxágue, a peça pode ser deixada de molho numa solução de álcool e água por alguns minutos; Dê preferência para lavar seus jaleco, separadamente das demais peças do seu dia-a-dia;
  4. As regiões que devem receber melhor atenção na hora da lavagem são as mangas e bolsos, por serem regiões de maior incidência de contaminação;
  5. Depois de seco, o jaleco deve ser passado, ainda que seja constituído de tecidos que não amassam. O calor do ferro de passar auxilia na exterminação de micro-organismos residuais.

Buscamos ter esclarecido alguns dos riscos e cuidados que devem ser tomados ao utilizar seu jaleco. É muito importante que você use com consciência, esta importante ferramenta de preservação da saúde! O uso correto do Jaleco protege, tanto o seu usuário como aqueles com quem ele tem contato! Tem mais dicas sobre o uso do Jaleco? Compartilhe conosco!

Escrito por Equipe Editorial ESSA

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